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2000-06-08 18:17:00 -

O ESTADO E AS ELEIÇÕES - OPINIÃO

Sucessivas pesquisas de intenção de voto para as eleições deste ano têm indicado que o povo brasileiro não agüenta mais a corrupção e quer um alento, uma esperança em relação ao desenvolvimento do país, com base num projeto que seja capaz de gerar empregos, distribuir renda e impulsionar investimentos nas áreas sociais.

Intuitivamente ou não, nessas eleições municipais o cidadão torna evidente, através das suas manifestações nas pesquisas, que espera mais dos candidatos que pleiteiam seu voto. Independentemente da abrangência eleitoral, o eleitor está preocupado com o que lhe atinge mais diretamente: emprego, moradia, serviços públicos de qualidade, saúde e educação, calçamento de ruas, transporte de qualidade...

São questões que afligem o cidadão no seu cotidiano, mas ele não distingue aquilo que é de competência municipal das atribuições estadual e federal. Faz sentido: medidas emergenciais de combate ao desemprego, através de trabalhos temporários, são adotadas nos municípios como políticas compensatórias e paliativas, já que o governo federal não tem sido capaz de implementar uma política de geração de empregos consistente, pelo menos para amenizar o drama que atinge cerca de 8% da população economicamente ativa do país.

Segurança é demanda social que cabe aos governos estaduais. Mas, como a violência urbana, hoje, é fenômeno que atormenta a todos, em toda parte, o cidadão a coloca como uma das exigências prioritárias para os governantes, independentemente de qual esfera do poder. Aliás, fica difícil não só para o leigo distinguir responsabilidades pela segurança pública no caso do Estado de São Paulo, deixado à própria sorte.

Por essas e outras, o eleitor dá sinais claros, por meio das pesquisas, do que espera e quer das eleições. Cabe ao partido, ou frente partidária, a responsabilidade de corresponder a essa expectativa do cidadão. E isso se constrói através de propostas de governo e projetos políticos de curto, médio e longo prazos para o município, o Estado e o país, com ações de desenvolvimento integrado, combinando o fortalecimento da economia aos processos de inclusão social.

Além de pavimentar ruas, construir creches e canalizar córregos, medidas fundamentais para qualquer administração municipal séria, é preciso firmar compromissos para o resgate da cidadania, apontar para uma forma de governo em que o cidadão tenha certeza de que será sujeito da ação. O momento exige mais do que o simples candidato "que faz". E o algo mais,