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Assembléia Legislativa

2022-01-21 13:46:00 -

Falta de médicos em UBSs causa espera de até 6 horas

Em manifestação realizada em 19/1, em frente à prefeitura de São Paulo, a principal reivindicação do Sindicato dos Médicos (Simesp) é a imediata contratação de mais profissionais para as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Segundo o presidente da entidade, Victor Dourado, o anúncio de que a Secretaria Municipal de Saúde vai contratar 700 profissionais, entre médicos e equipes de enfermagem, está longe de resolver o problema. Primeiro, porque atualmente há 3.190 profissionais afastados por causa de contaminação por Covid 19 ou por Influenza A. Segundo, porque essas equipes serão direcionadas para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs), não para as UBSs. "Nas unidades básicas de saúde temos tempo de espera de cinco, seis horas. Isso não se resolve com horas-extras, é preciso mais contratações."

Outro grave problema destacado por Dourado é a falta de medicamentos e insumos em todas as unidades de atendimento. "É uma situação dramática que requer ações urgentes. Não podemos esperar um, dois meses para que isso se resolva. Nós vamos deixar de fazer testagem em casos suspeitos de Covid 19 por falta de kits de exame", denunciou.

Carlos Giannazi, que participou da manifestação, informou que a prefeitura tem mais de R$ 26 bilhões em caixa, por isso não há qualquer impedimento para que se faça uma contratação emergencial de profissionais da saúde. Em seguida, ele defende a realização de um concurso público que contemple todas as áreas - médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos de enfermagem etc. "A prefeitura precisa contratar mais médicos e profissionais da saúde e tem dinheiro para isso. É simples assim."

No atendimento prestado pelo Estado, a situação não é diferente. Em 13/1, com o vereador Celso Giannazi (PSOL), o deputado já denunciara a situação, após um dia dedicado à fiscalização das unidades de saúde, com foco na zona sul da capital. "Esta onda de Covid era esperada, porque já tinha atingido outros países. Faltou planejamento da administração pública", lamentou o vereador.